Saúde

Intolerância à lactose e alergia ao leite: entenda as diferenças

Intolerância pode surgir a qualquer momento, já a APLV ocorre, geralmente, nos primeiros anos de vida
Intolerância decorre da dificuldade do organismo digerir a lactose. Já a alergia é uma reação da defesa do organismo às proteínas do leite (Foto: ASSESSORIA PMC )

Apesar de soarem parecidas e ambas estarem associadas ao consumo de leite e derivados, a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) são duas condições bem distintas, com características, sintomas e tratamentos específicos e que, por isso, não podem ser confundidas. Enquanto a intolerância é decorrente da dificuldade do organismo em digerir a lactose (açúcar do leite), devido à deficiência ou ausência da enzima lactase, a alergia se trata de uma reação do sistema de defesa do organismo às proteínas do leite.

Segundo uma das nutricionistas do município, Isamara Póvoa, a intolerância pode surgir a qualquer momento, inclusive na vida adulta, já a APLV ocorre, geralmente, nos primeiros anos de vida. “Ambas podem ser diagnosticadas por sinais clínicos e testes laboratoriais. Os quadros de intolerância, principalmente nos bebês, podem ser transitórios, permitindo que o indivíduo volte a consumir lácteos. A APLV costuma ser mais persistente e nos casos de bebês, principalmente nos que estão em amamentação materna exclusiva, a mãe deverá retirar da sua dieta todo o leite e derivados”, explica.

De acordo com Milena Maria, também nutricionista do município, na intolerância a lactose os sintomas apresentados são gastrintestinais como diarreia ou constipação, cólica, flatulência e distensão abdominal. Os da APLV podem ser cutâneos (placas vermelhas na pele, coceira, descamação); gástricos e intestinais (diarreia, sangue nas fezes, intestino preso, vômito, regurgitação, cólicas intensas); respiratórios (respiração difícil, chiado) e sistêmicos, como a anafilaxia (edema de glote e face, dificuldade para respirar). “Caso a pessoa identifique esses sintomas, é importante que procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência para receber as orientações necessárias. Não tente nenhum tratamento sem prescrição”, alerta.

Com relação às alternativas ao leite, Jorge Augusto, nutricionista do município, cita que, “no caso da intolerância, dependendo do seu grau de apresentação, pode-se optar pelo consumo de lácteos sem lactose, pela suplementação de lactase ou pela ingestão diária de pequenas quantidades de lácteos para estimular a produção de lactase pelo organismo. Já para a APLV o único tratamento comprovadamente eficaz é a dieta isenta das proteínas do leite, ou seja, a exclusão total dos lácteos e derivados da alimentação, pois ao deixar de consumir o alimento que causa a alergia o sistema de defesa não irá produzir os anticorpos responsáveis pela reação alérgica, proporcionando qualidade de vida e desenvolvimento adequado, possibilitando a remissão dos sintomas”, explica. 

*Esse conteúdo integra a Campanha “Cianorte + Saudável”, uma iniciativa da Prefeitura, por meio das Secretarias de Educação e Cultura, Saúde, Assistência Social e Agricultura, com o apoio da Assessoria de Comunicação, em atendimento a um dos eixos do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (PLAMSAN).